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A História do Jaleco

         

           Há indícios de que o jaleco para profissionais da saúde tenha surgido no final da Idade Média, na Europa, como forma de proteger médicos da peste bubônica que assolava o continente na época. A vestimenta era também acompanhada de outros acessórios como luvas, máscaras, chapéus, e um protetor para o nariz que se assemelhava a um bico de uma ave (figura 1). O interessante é que os jalecos, nessa época, eram feitos de tecidos escuros, pois quanto mais escura e manchada fosse a peça, mais reconhecimento teria o médico, pois significaria que muitos pacientes teriam sido tratados por ele. O jaleco branco só surgiu e virou norma por volta do final do século XIX, quando se descobriu a necessidade de assepsia em procedimentos cirúrgicos e foi constatado que muitas doenças eram transmitidas por meio da vestimenta contaminada.

 

Figura 1 – Médico da peste
FONTE: [6]

 

          Um dos maiores protagonistas da história do jaleco é Semmelweis (1818 – 1865), médico húngaro reconhecido por estudar métodos para tratar a febre puerperal, uma doença que matou milhares de mulheres e crianças em hospitais. Nas fases mais intensas da epidemia, a chance de uma mulher que tivesse o parto realizado em um hospital (e não em casa, por parteiras) sobreviver era praticamente nula [5]. Sommelweis aparece em muitas pinturas da época com seu jaleco escuro e manchado. Em seu diário, ele anotava algumas teorias para as possíveis causas da epidemia da febre puerperal:

 

Dezembro de 1846. Por que é que tantas mulheres morrem com esta febre, depois de partos sem quaisquer problemas? Durante séculos, a ciência disse-nos que se trata de uma epidemia invisível que mata as mães. As causas podem ser a alteração do ar, alguma influência extraterrestre, ou algum movimento da própria Terra, como um tremor de terra. [1]

 

          Quando Semmelweis observou a morte de um amigo, com os mesmos sintomas da febre puerperal, depois de um incidente com o mesmo bisturi que dessecava cadáveres, concluiu que a febre puerperal poderia ser transmitida pelo contato e, então, propôs a lavagem das mãos entre um procedimento médico e outro, constatando assim grande redução de mortes. Mais tarde, a sua atitude de obrigar profissionais e estudantes a lavar as mãos ocasionou a sua expulsão do hospital e da cidade em que vivia, Viena. Extremamente ressentido pelo ocorrido, foi tomado por atitudes agressivas contra seus antigos colegas e, por fim, foi internado em um hospital psiquiátrico onde passou o restante de sua vida [1].
          Incompreendido em sua época e chamado de louco, Semmelweis foi o primeiro personagem da história a chamar a atenção para a importância da assepsia. Muitos anos depois, a sua teoria foi reconhecida com a descoberta de novas doenças e a evolução dos conhecimentos sobre micro-organismos e, com isso, não somente a prática de lavagem de mãos se tornou obrigatória para profissionais da saúde, como também o uso de EPI´s. 
“A partir do final do século XIX, os médicos começam a aparecer de branco com mais frequência nas obras de arte. Em um quadro feito por Louis Lhermite em 1889, o famoso fisiologista francês Claude Bernard e sua equipe aparecem vestidos com aventais brancos em uma dissecção. Seus aventais de tecido grosso, eram semelhantes aos de açougueiro.“ [3]

 

Figura 2 – Aula de Claude Bernard (Louis Lhermite, 1889)
FONTE: [7]

 

          No Brasil, em 1978 a portaria número 3.214, do Ministério do Trabalho e Emprego regulamentou, entre outras normas, a NR 6 – EPI, que considera Equipamento de Proteção Individual todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos ameaçadores a saúde do trabalhador, como luvas, máscaras e jalecos. Mais do que profissionais de qualquer outro país, talvez por causa da criatividade do seu povo, os profissionais brasileiros da saúde gostam de inovar em seu visual e têm dado cada vez mais preferência a peças customizadas, elegantes, criativas, com uma boa modelagem e de materiais especiais. É pensando nesse público que a Dr. Jaleco desenvolve seus produtos.
          No entanto, mesmo com todo o prazer proporcionado pelo look que o seu jaleco te oferece, é importante lembrar que já é lei a proibição de utilização de jalecos em ambientes externos aos de trabalho. Andar de jaleco na rua não é nada fashion e essa atitude provavelmente, daqui a algumas dezenas de anos, será tão absurda quanto é para nós hoje a ideia dos jalecos escuros medievais.

 

Figura 3 – “A mulher enferma” (Jan Steen, séc. XVII)
FONTE: [1]

Figura 4 – A primeira operação com anestesia pelo éter (Robert C. Hinckley , 1894)

FONTE: [8]

Figura 5 – “A visita do médico” (Frans van Mieris, 1657)

FONTE: [1]

 Fontes:

  1. https://jalecovida.wordpress.com/historia-do-jaleco/

  2. http://super.abril.com.br/cultura/por-que-os-medicos-usam-jaleco-branco

  3. http://www.cremesp.org.br/?siteAcao=Revista&id=150

  4. https://www.youtube.com/watch?v=Q4TkBq7gOQU

  5. http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=10850

  6. https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9dico_da_peste

  7. http://www.myartprints.com/a/lhermite-leon-augustin/the-lesson-of-claude-bern.html

  8. http://medicineisart.blogspot.com.br/2010/12/primeira-anestesia-com-eter.html

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